Afinal já não vou para fora....
Estou completamente e absolutamente frustado. Depois de ter-me despedido do meu trabalho anterior que até tinha uma posição e estava a fazer coisas interessantes, embarquei num projecto com a empresa To-be que me ia levar a terras de além-mar, mais concretamente, Luanda.
Este projecto tinha atractivos ir trabalhar para fora de Portugal, conhecer outras culturas e ainda a parte monetária era muito interessante.
O dono da empresa, um tal Júlio Conceição, não acompanhou o processo de selecção nem cá estava quando entrei ao trabalho dia 7 de Maio, pois, estava em Luanda. No passado fim de semana voltou a Portugal e segunda-feira mesmo veio falar comigo para me conhecer e para contar o que vou encontrar em Luanda.
Em nunca a conversa tida foi técnica nem os meus conhecimentos técnicos alguma vez estiveram em causa, especialmente porque o que tenho feito aqui todos os dias é obter o máximo de conhecimentos sobre o sistema que irei dar suporte e efectuar alguns novos desenvolvimentos locais.
Inclusive estava a dar explicações de SSIS a um empregado da To-be.
Parecia que estava tudo a correr bem e eis que recebo um telefonema ao final do dia na terça, por parte do Sr. Julio Conceição a dizer que pensou melhor e que vão dispensar-me porque, segundo ele, eu não me enquadrava no perfil desejado e que outra pessoa tem esse perfil e ele vai contratar essa pessoa...... NÃO ME ENQUADRO? Só pode mesmo estar a brincar comigo.
Nunca me foi indicado qual o perfil desejado nem sequer o que pretendem do colaborador. Tudo isto é simplesmente muito estranho.
Despedi-me do trabalho que tinha, cancelei a minha matricula no mestrado, estou a uma semana e meio da viagem, já comprei coisas para a viagem, despedi-me de todos os meus amigos (tenho vindo a despedir-me) e agora sou dispensado sem nunca olharem para o que sei e pesso fazer.
Vou refutar no tribunal do trabalho o que a To-be diz e espero ter alguma sorte.
Neste mundo há coisas muito injustas.
Paulo Aboim Pinto