segunda-feira, 25 de junho de 2007

To-Be

in http://weblogs.pontonetpt.com/esqueleto/ (retirado com autorização do autor, Paulo Aboim). Leiam os comentários no texto original para verem que ele não foi um caso único...

Afinal já não vou para fora....

Estou completamente e absolutamente frustado. Depois de ter-me despedido do meu trabalho anterior que até tinha uma posição e estava a fazer coisas interessantes, embarquei num projecto com a empresa To-be que me ia levar a terras de além-mar, mais concretamente, Luanda.

Este projecto tinha atractivos ir trabalhar para fora de Portugal, conhecer outras culturas e ainda a parte monetária era muito interessante.

O dono da empresa, um tal Júlio Conceição, não acompanhou o processo de selecção nem cá estava quando entrei ao trabalho dia 7 de Maio, pois, estava em Luanda. No passado fim de semana voltou a Portugal e segunda-feira mesmo veio falar comigo para me conhecer e para contar o que vou encontrar em Luanda.

Em nunca a conversa tida foi técnica nem os meus conhecimentos técnicos alguma vez estiveram em causa, especialmente porque o que tenho feito aqui todos os dias é obter o máximo de conhecimentos sobre o sistema que irei dar suporte e efectuar alguns novos desenvolvimentos locais.
Inclusive estava a dar explicações de SSIS a um empregado da To-be.

Parecia que estava tudo a correr bem e eis que recebo um telefonema ao final do dia na terça, por parte do Sr. Julio Conceição a dizer que pensou melhor e que vão dispensar-me porque, segundo ele, eu não me enquadrava no perfil desejado e que outra pessoa tem esse perfil e ele vai contratar essa pessoa...... NÃO ME ENQUADRO? Só pode mesmo estar a brincar comigo.

Nunca me foi indicado qual o perfil desejado nem sequer o que pretendem do colaborador. Tudo isto é simplesmente muito estranho.

Despedi-me do trabalho que tinha, cancelei a minha matricula no mestrado, estou a uma semana e meio da viagem, já comprei coisas para a viagem, despedi-me de todos os meus amigos (tenho vindo a despedir-me) e agora sou dispensado sem nunca olharem para o que sei e pesso fazer.

Vou refutar no tribunal do trabalho o que a To-be diz e espero ter alguma sorte.

Neste mundo há coisas muito injustas.
Paulo Aboim Pinto

quinta-feira, 21 de junho de 2007

TLT - Marketing e Telemarketing

É com grande pesar que constato que a TLT ou All Target (ou até CFMBank, Advance e por aí fora) é uma empresa cuja administração não tem qualquer respeito pelos seus empregados efectivos, quanto mais pelos operadores do call center. Foram várias as situações a que assisti em que membros da administração da empresa se comportaram de forma pouco digna para um profissional digno desse nome, muito menos digna até se pensarmos na posição que essas pessoas ocupam dentro da empresa. Não há qualquer vontade de evoluir, não há qualquer vontade de melhorar os suportes técnológicos, não há sequer respeito pelas pessoas que trabalham para a empresa e que mostram muito mais afinco para que os processos de trabalho melhorem. A administração continua a preferir preocupar-se com negócios externos que roçam a ilegalidade e problemas do foro privado das suas vidas como gestão do condomínio onde habitam. Este tipo de atitudes é inconcebível em qualquer empresa em 2007, quanto mais uma que se encontra em óbvias dificuldades, quer pela falta de trabalho, quer pela própria desmotivação da equipa de operadores pois são mal pagos e tratados como autênticos escravos, alvos de atitudes por parte dos RH que seriam impensáveis em qualquer empresa séria e que se talvez se passassem noutro país seriam alvo de acções legais.

A administração desta empresa não é profissional, não é séria e a meu ver nem sequer se qualificam como seres humanos. Primam pela falta de educação, pela pouca inteligência e pelo negativismo sobre a equipa que trabalha para eles por ordenados de miséria. Inspiram e alimentam conflitos entre empregados e tiram prazer a discutir e a opinar sobre a vida privada destes. Ainda por cima, os empregados estão contratados para uma empresa mas é-lhes pedido e esperado que façam o trabalho das empresas que a administração detêm, sem lhes ser dada qualquer formação.

Na minha experiência profissional, a TLT é a pior empresa pela qual passei e tivesse a TLT muitos clientes admitiria que a maior parte deles estaria descontente. Infelizmente para a TLT, esta já só conta com um (!) cliente. Por estas razões não vejo outra solução desejar a maior da sortes aos restantes empregados da TLT e aconselhar aos membros da administração que pensem um pouco nas suas atitudes ou rapidamente ficarão sem clientes e sem empregados.